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A pitombeira


Uma fruteira nativa na região Nordeste e Amazônica e cultivada em pomares domésticos, bastante frequentes em seu habitat natural, onde é encontrada, além da Amazônia em todo o nordeste brasileiro até o Rio de Janeiro, é uma árvore perenifólia de 6-12 m de altura. Folhas compostas pinadas com 2-4 pares de folíolos. Inflorescência em panículas contendo flores andróginas pequenas. Frutos do tipo baga subglobosa apiculada, com 1-2 sementes grandes revestidas por um arilo fino suculento e translúcido de sabor acidulado que amadurece de janeiro-março e são comercializados em feiras livres e consumidos in natura (Lorenzi et al, 2006).
Na medicina popular, a pitomba atua fortalecendo o sistema imunológico, protegendo o sistema vascular, protegendo o desenvolvimento dos ossos e colaborando na formação de hemoglobina e por ser uma boa fonte de vitamina C, traz alguns benefícios, como a prevenção de envelhecimento precoce e algumas outras doenças que tem a ver com os radicais livres, como por exemplo o câncer.
A pitomba deve ser consumida após o almoço, pela presença da vitamina C, que ajuda na absorção do ferro existente no feijão e na carne.

USOS ALIMENTÍCIO
Apesar de pouco estudada e por possuir uma polpa cujo rendimento é pequeno, a pitomba, quando processada apresenta um rendimento maior e um sabor inigualável e por isso tem sido utilizada para preparação de sucos cremes, geleias, mousse purê, sorvetes, pois além de conter uma polpa  saborosa tem grande potencial antioxidante e possui atividades preventivas contra câncer.
Para o preparo da geleia de pitomba, uma deliciosa iguaria, basta retirar a casca e esmagar seus caroços em peneira grossa de arame para obter a polpa, adicionar metade do açúcar em relação ao total de polpa e cozinhar até o ponto.
Já o preparo do mousse e do sorvete, usa-se para cada quantidade de polpa, metade de leite condensado e pouco de gelatina diluída é só bater no liquidificador e em seguida refrigerar até obter a consistência.
Para preparar o suco de pitomba basta misturar a polpa da fruta e adicionar açúcar, água ou leite.
Para consumo salgado, use a mesma polpa misture meio a meio com aipim cozido ou similar amassado e adicione manteiga derretida com sal, alho e pimenta-do-reino moída na hora. Junte o creme de leite e em seguida o purê misto de pitomba e macaxeira, depois é só mexer e servir quente ou frio.
Até o momento não se aconselha o uso culinário das sementes, embora quando bem cozidas em panelas de pressão com água e sal, ou assadas sejam deliciosas, pela presença de lecitinas ( Kinupp V. F. ,Lorenzi H., 2014).
    
Nome Popular: pitomba, pitomba-do-norte, pitombeira, pitomba-da-mata
Nome Cientifíco: Talisia esculenta (A. St.-Hil) Radlk.
Família: Sapindaceae

Lorenzi, Harri et al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura), Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2006, p. 294.

Disponível em: https://whww.remedio-caseiro.com/beneficios-e-propriedades-da-pitomba/ttps://whww.remedio-caseiro.com/beneficios-e-propriedades-da-pitomba. Consultado em 19/02/2019

Ferreira Kinupp, Harri Lorenzi: Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação ,aspectos nutricionais e receitas ilustradas  Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2014, p. 652.

O manipuçá


Uma pequena fruta nativa do nordeste que ocorre em diversas regiões do país e apresenta quatro espécies mais conhecidas, cujas árvores variam de forma e tamanho e cujos frutos variam de coloração a depender da espécie. Geralmente possuem porte pequeno que variam de 4-12 m e seus frutos também possuem coloração que variam do amarelo (Mouriri cearensis) ao escuro (Mouriri pusa e Mouriri. glazioviana) ou vermelho (Mouriri guianensis). São espécies vegetais endêmicas do Brasil, distribuindo-se pelos domínios da Floresta Amazônica, Caatinga, Mata Atlântica, restinga e Cerrado.
A espécie Mouriri cearensis, mais comum na Região Nordeste, vegeta, predominantemente em zonas de restinga e seus frutos carnosos amarelos, do tipo baga lembram araçás, com sabor adocicado e contendo de 1-2 sementes, diferente das demais espécies que possuem até 4 sementes (Mouriri pusa), ou até 3 sementes (glazioviana e guianensis).
O manipuçazeiro é um vegetal, de folhas opostas, simples, sem estípulas, peninérveas, coriáceas e de margem inteira. As flores são brancas, róseas, ou amareladas, bissexuadas, actinomorfas, diclamídeas; Cálice pentâmero, gamossépalo; Corola pentâmera, dialipétala e inflorescência cimosa.
O extrato dos frutos de Mouriri cearenses pode ser uma alternativa terapêutica no combate a diversas infecções. Essas fruteiras nativas, têm seus frutos comercializados no mercado regional com grande aceitação popular.
Algumas destas espécies oferecem frutos abundantes e nutritivos, desempenhando um papel importante na nutrição do nordestino, principalmente como fonte de sais minerais e vitaminas (Lorenzi et al, 2006).¹
Uma curiosidade sobre essas plantas é que, apesar de pertencer à Família Melastomataceae, suas folhas possuem nervuras peninérveas ao invés de curvinérveas, que é uma característica marcante dessa família botânica. Dos 60 gêneros dessa família, apenas 02 gêneros (Mouriri e Votomita) apresentam esse tipo de nervura foliar (Sousa, Vinicius et al, 2012).²
A espécie Mouriri glazioviana ocorre mais no Sul de Goiás, Minas Gerais e em São Paulo, enquanto as demais espécies citadas são encontradas na Região Nordeste do Brasil, predominantemente em áreas de Restinga.
  

Nome Popular: manipuçá, puçá, manapuçá, mandapuçá
Nome Cientifíco: Mouriri cearensis Huber
Família: Melastomataceae

¹ Lorenzi, Harri et al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura), Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2006, p.172

² Souza, Vinicius Castro / Harri Lorenzi / Botânica Sistemática, 3º ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2012, pag 207.

O cambuí-de-restinga



Fruto do cambuizeiro, uma árvore nativa comum na Mata Atlântica e capões do Pará ao Rio Grande do Sul, medindo de 1-5m de altura, densamente ramoso, de tronco liso, marmorizado, escamoso. Folhas cartáceas, glabras, simples opostas. Flores axilares dispostas em pares, sésseis, de cor branca. Frutos bagas globosas, glabras e brilhantes, de cor vermelha, alaranjada ou violácea escura quando maduras, contendo uma ou duas sementes e com polpa espessa, doce-acidulada de sabor agradável,  consumidos in natura, como geléias e sucos (Lorenzi et al, 2006) ¹.
A árvore é ornamental, servindo para arborização urbana e paisagismo, pela sua resistência, pela beleza do seu tronco, da sua floração e frutificação
e sua madeira usada  para mourões, cabos de ferramentas e lenha, além de   utilizada no tratamento de herpes, brotoejas, cólicas, entre outras.
Há grande variabilidade dentro da espécie, sendo possível diferenciar os indivíduos pela coloração de seus frutos que variam nas cores roxa, vermelha e amarela. Em pesquisas realizadas sobre frutos oriundos de uma população natural localizada no município de Pirambu/SE, os cambuís de coloração roxa destacaram-se dos demais quanto ao teor de sólidos solúveis e conteúdo de vitamina C.(Muniz.A.V.C.da S., 2011).

Nome Popular: cambuí-de-restinga, cambuim, preto-da-restinga, cambui-de-praia
Nome Cientifíco: Myrciaria tenella (DC.)O. Berg
Família: Myrtaceae

¹ Lorenzi, Harri et al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas, Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2006, p. 231,

O angelim-de-morcego

Uma árvore nativa da restinga arbórea de 2–12 m de altura, copa arredondada e densa, com tronco cilíndrico e curto de 30-50 cm de diâmetro, revestido por casca suberosa. Folhas glabras, compostas imparipinadas de 5-9 folíolos, lustrosas. Inflorescência em panículas terminais com flores azul-rosadas. Frutos do tipo legume drupáceo de forma oval e cor verde-amarelada contendo uma só semente também ovalada. Ocorre do Ceará até o Espírito Santo na floresta pluvial Atlântica de restinga e tabuleiro sobre solos arenosos.
Trata-se de uma planta heliófita e seletiva higrófita amplamente dispersa por morcegos que ingerem a polpa dos seus frutos. Sua floração ocorre entre dezembro e janeiro, produzindo os frutos em junho-julho.
Sua madeira é utilizada para produção de estacas, dormentes, além de carpintaria e marcenaria. (Lorenzi et al, 2009) ¹.
Também importante vegetal na área de farmacologia por conter derivados fenólicos, especialmente, flavonoides como as isoflavonas e catequinas, fontes de substâncias bioativas com elevada atividade antioxidante, como também antimalárica. (Ferreira, Dorigetto et al, 2013) ².
O angelim-de-morcego pela sua performance, resistência, produção de sombra e beleza das suas flores tem sido muito utilizado em arborização de parques, praças e ruas de passeios largos.

Nome popular :angelim-de-morcego, rajadeira, angelim
Nome Cientifíco: Andira nitida Mart. Ex Benth.
Família: Fabaceae

¹ Lorenzi, Harri et al.: Árvores Brasileiras (Manual de Identificação e Cultivo de   Plantas Nativas do Brasil), Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2002., vol1, 4.ed, p.136,  ISBN 85-86714-16-X

² Disponivel em :https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1526. Acessado em: 15/02/2019.

O murici

Fruto do muricizeiro, arbustos ou pequenas árvores nativas do Brasil cujas espécies distinguem-se por suas cores e locais de ocorrência, sendo conhecidas por diversos nomes. Estima-se que o gênero Byrsonima tenha mais de 200 espécies, sendo que 100 delas estão distribuídas pelo país, sendo a maioria encontrada na região amazônica. Foram levantadas 35 espécies para o gênero Byrsonima distribuídos nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Na região Nordeste o murici é amplamente comercializado. São várias espécies do gênero Byrsonima, cuja característica é a presença de folhas opostas, simples com estípulas intrapeciolares, pertencentes á família Malpighiaceae. No bioma cerrado ocorre com mais frequência às espécies Byrsonima verbascifolia, Byrsonima coccolobifolia e a Byrsonima intermedia, enquanto na Mata Atlantica e na  restinga litorânea são mais comuns: Byrsonima crassifólia, Byrsonima bahiana; Byrsonima gardneriana, Byrsonima sericea, entre outras.
Na restinga, o muricizeiro é uma árvore de 2-6 m de altura, raramente cultivada e muito comum em solos arenosos, de tronco tortuoso, folhas simples, coriáceas de 7-15 cm de comprimento. Flores andróginas, distribuídas em racemos terminais de 12-30 cm de comprimento. Frutos pequenos globosos, tipo drupa, com polpa e aroma característicos que amadurecem geralmente em abril e maio consumidos in natura ou em forma de sucos (Lorenzi et al, 2006). ¹
A floração do murici varia de acordo com o ciclo de chuvas. Algumas regiões, utiliza a polpa dessa fruta misturada à farinha, resultando em um prato calórico e nutritivo. A polpa também é muito utilizada na preparação de doces, sorvetes e licores.
O murici contém vitamina C, vitamina B2, cálcio, fósforo, ferro, proteínas, fibras e carboidratos (Zaczuk et al, 2015). ²
O muricizeiro pode ser considerado uma árvore ornamental, por florescer e frutificar durante o ano todo e suas folhas são medicinais, forrageiras e sua casca serve como antitérmico e por ser adstringente, podem ser utilizadas em curtumes. Da casca também se extrai um corante preto empregado na indústria de tecidos.
No cerrado, a árvore do murici pode atingir de 4-6 metros de altura, com folhas simples grandes e pilosas. Inflorescências em racemos simples de até 30 cm de comprimento. Frutos drupas globosas, com polpa carnosa de sabor ácido (Lorenzi et all, 2006).¹ Com sabor forte e agridoce, o murici  é consumido in natura e na preparação de sorvetes, licores e doces. Seus frutos também são muito utilizados para aromatizar e amaciar a cachaça, por possuírem sabor e aroma peculiares e intensos.
Em algumas regiões do país as folhas do murici são utilizadas na medicina caseira, no combate à tosse e bronquite, e ainda como laxante. As folhas também são consumidas pelo gado, o que lhe confere grande potencial forrageiro. A casca da árvore serve como antitérmico, e por ser adstringente, pode ser utilizada em curtumes. Da casca também se extrai um corante preto empregado na indústria de tecidos.
Além das espécies citadas, uma das últimas identificadas na região nordeste foi a Byrsonima bahiana, uma árvore de até 8m de altura e 20cm de diâmetro de tronco, folhas obovadas, vermelhas na face adaxial, principalmente na margem e na nervura principal. Pétalas com base avermelhada e muitas vezes tingida de rosa, persistente em frutos imaturos (Anderson, 1982).
Ocorre nos Estados da Bahia, Espírito Santo e Sergipe (Magnano, 2009; Mendes et al., 2010).

¹ Lorenzi, Harri et al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas, Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2006, p. 157/158.
² Zaczuk, Priscila et al: Alimentos Regionais Brasileiros, Ministério da Saúde, Brasilia, DF, 2015, p. 62,
CNCFlora. Byrsonima bahiana in Lista Vermelha da flora brasileira versão 2012.2 Centro Nacional de Conservação da Flora. Disponível em <http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/profile/Byrsonima bahiana>. Acesso em 13 março 2018.

A canela-branca


O loureiro-de restinga é uma árvore típica de restinga arbórea de pequeno a médio porte, de aproximadamente 2.50 m de altura, podendo ser encontrada em algumas regiões com até 15m de alt. popularmente conhecida como “canela-branca”.
Sua madeira é utilizada na marcenaria, para mourões e também para fins ornamentais e suas cascas e folhas são também muito usadas pela medicina popular. No Brasil, apresenta uma ampla distribuição, ocorrendo com maior frequência nas áreas de restingas, desde Sergipe até o Paraná.
Como se trata de uma árvore, além de medicinal, também ornamental que ocorre na restinga arbórea do Nordeste, em solos arenosos e bastante resistente à seca, pode e deve ser introduzida na arborização urbana em parques, praças, canteiros centrais de avenidas e calçadas de ruas, até pela necessidade de mais conhecimento da espécie e da importante missão de resgate e preservação da nossa vegetação ameaçada.

Nome Popular: canela-branca, louro-de-restinga
Nome Cientifíco:
Ocotea notata (Nees & C. Mart.) Mez.
Família:
Lauraceae

Disponível em: https://ferramentas.sibbr.gov.br/ficha/bin/view/especie/ocotea_notata Acessado em: 09/02/2019

A murta-do-mato

Também conhecida por ameixa-do-mato ou murtinha, é o fruto da ameixeira, uma pequena árvore de 2-7 m de altura, de copa rala, que ocorre na mata Pluvial Atlântica na restinga, cerrado e caatinga em estados do Sul, Sudeste e Nordeste. Folhas lanceoladas, acuminadas, subcoriáceas, glabras, lustrosas em ambas as faces, de 5-9 cm de comprimento. Inflorescências axilares, em racemos curtos, com flores pequenas de cor branca, formadas em dezembro e janeiro. Frutos pretos e brilhantes, globosos ou oblongos, com polpa espessa, carnosa e suculenta, de sabor doce e muito agradável, contendo de 1 a 2 sementes brancas e amadurecem em fevereiro-março. (Lorenzi et al, 2006) ¹.
Os frutos são consumidos in natura e são usados para fazer bolos, sucos, sorvetes e geleias. As flores são apícolas e possui propriedades medicinais e a árvore é ornamental podendo ser utilizada na arborização urbana.

Nome Popular: murta-do-mato, ameixa-do-mato, murtinha
Nome Cientifíco: Eugenia candolleana DC.
Família: Myrtaceae

¹ Lorenzi, Harri et al.: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas, Instituto Plantarum de Estudos da Flora, Nova Odessa, SP, 2006, p.194. 

O bugi

Planta também conhecida por cabuçu, uvinha-de-restinga, ou pau-de-estalo, é o fruto de uma trepadeira, ou pequena árvore de 2-5 m, de altura que ocorre na restinga e na Mata Atlântica em estados do Nordeste (Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia) e do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro). Essa espécie possui folhas coriáceas alternas grandes, de forma obovada-orbiculada, com textura de cartolina e ápice ligeiramente agudo, pecíolo cilíndrico e curto 2 cm de comprimento, contendo ócrea. Ramos escandentes, casca acizentada com internós maciços, flores racemosas em espigas compridas, que produzem pequenos frutos de sabor agridoce, consumidos in natura. (Melo. E., 1996) ¹
Fruto do tipo aquénio triangulado, envolvido por um perianto carnoso e brilhante, com polpa reduzida, comestível, embora um pouco adstringente.
Um vegetal interessante pela sua beleza e rusticidade, bastante procurado pela avifauna, frutos comestíveis, embora não muito saborosos para consumo in natura por ser um pouco adstringente, porém nas regiões de restingas nordestinas, bastante utilizado para preparo de sucos e doces.
Uma alternativa interessante para recuperação de áreas degradadas e como opção paisagística de arborização urbana em áreas litorâneas.

Nome Popular: bugi, pau-de-estalo, cabuçu, uvinha-de-restinga
Nome Cientifíco: Coccoloba alnifolia Casar
Família:
Polygonaceae

¹ Disponível em: Melo, Efigênia: Levantamento das Espécies de Cocoloba (Polygonaceae) da Restinga do Estado da Bahia, Brasil, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, BA, 1996, p. 49-59. Consultado em 12/12/2017.

O saboeiro

Árvore nativa de médio porte, 5-9m de altura e de tronco cilíndrico de 30-40cm de diâmetro, copa densa e globosa. Folhas compostas imparipenadas, contendo 7 folíolos. Fruto drupa globosa, que contem saponina e por isso usado até para lavar roupas. Suas sementes têm dormência imposta pela impermeabilidade do tegumento e são utilizadas para artesanato.  
Vegeta predominantemente da região amazônica até Goiás e Mato Grosso e considerada uma das espécies mais utilizadas para arborização urbana, pela beleza da sua copa, resistência e pela condição de planta perenifólia e ornamental. Considerada higrófita heliófita e portanto adaptável a locais de maior umidade(Lorenzi, 2002).

Nome Popular: saboeiro, sabão-de-macaco, sabonete
Nome Cientifíco: Sapindus saponaria L.
Família: Sapindaceae

A ingazeira-da-mata

Espécie arbórea de 10-20 m de altura, dotada de copa ampla e baixa com tronco lenticelado de 50-70 cm de diâmetro. Folhas compostas paripinadas com muitas flores brancas e perfumadas, fruto legume chato ou convexo (Lorenzi, 2002).
Planta de fácil cultivo e rápido crescimento, bastante resiste a baixas temperaturas, pode ser cultivada em todo o Brasil, e em qualquer altitude. Aprecia diversos tipos de solos, desde turfosos até arenosos. Começa a frutificar com 3 a 4 anos a depender do clima e tratos culturais. Também pode ser cultivada na sombra no meio de outras arvores, porém frutifica menos.
A árvore é ornamental e ótima para recuperar solos degradados ou erosivos, ideal para projetos de reflorestamento, pois seus frutos são fonte de alimento para diversos animais e pássaros.

Nome Popular: ingazeira-da-mata, ingá-branco, ingá-de-macaco
Nome Científico: Inga laurina (SW) Wild.
Família: Fabaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

A hirtela

Árvore de grande porte medindo de 8-12 m de altura, com copa globosa e com a ponta de ramos pendentes. Tronco tortuoso com casca grossa e suberosa medindo de 20-40 cm de diâmetro. Folhas simples alternas, coriáceas, sésseis. Flores amareladas e suavemente perfumadas, em panícolas terminais. Fruto drupa elipisóide, glabra, lisa, com mesocarpo fino e carnoso, contendo uma só semente, bastante apreciado por pássaros.
Ocorre comumente nos tabuleiros do nordeste, na Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Planta seletiva xerófita, bastante encontrada em cerrados, cerradões e savanas.
Pela beleza da sua copa, é bastante indicada para arborização e paisagismo (Lorenzi, 2002).
Algumas espécies de Hirtella podem provocar certos tipos de reações em contato com a pele humana, como coceiras ou até mesmo outros tipos de alergias. Entretanto por se tratar de uma espécie em extinção e por uma questão de preservação, recomendamos o seu uso na arborização de praças e parques.

Nome Popular: hirtela, chorão
Nome Cientifíco: Hirtella ciliata Mart.
Família: Crhysobalanaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

A almecegueira-do-brejo

Árvore de grande porte, 8-14 m de altura, tronco ereto com casca rugosa, de 25-40 cm, com copa arredondada e densa, folhas compostas alternas e pinadas, fruto do tipo baga globosa e brilhante de cor vinho, com duas sementes e arilo fino e adocicado.
Trata-se de uma espécie resinosa e aromática, seletiva higrófita, bastante ornamental e indicada para arborização. Seus frutos são muito procurados por pássaros e suas flores são apícolas. Sua madeira é utilizada para construção civil e marcenaria (Lorenzi, 2002).
Ocorre predominantemente nos estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo, principalmente em matas ciliares.


Nome Popular: almecegueira-do-brejo, almecegueira-da-praia
Nome Cientifíco: Protium spruceanum (Benth.) Engl.
Família: Burseraceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônmo

O pau-pombo

Árvore de grande porte, medindo de 8-14m de altura, com tronco de 40-60cm de diâmetro e folhas compostas, que ocorre em quase todo território brasileiro em solos úmidos em diversas forrações vegetais (Lorenzi, 2002).
Seus frutos são consumidos pela avifauna, principalmente pelo pombo silvestre, daí seu nome popular.
O pau-pombo é uma das árvores de maios ocorrência nos remanescentes de mata atlântica de Sergipe e como vegeta muito bem na várzea úmida, tem toda condição de adaptação e uso na arborização de Aracaju, além da sua beleza e abundante sombra.
Também é utilizada na medicina popular no tratamento de dermatoses, contra o câncer de próstata, como anti-sifilítica e depurativa (Dousseau, 2007).

Nome popular: pau-pombo, fruta-de-pombo, tapiriri
Nome científico: Tapirira guianensis Aubl.
Família: Anacardiaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

O araticum-do-brejo

Árvore perenifólia de 6-8m de altura, com copa reduzida, tronco curto de 30-40cm de diâmetro e bastante alargado em sua base, com casca grossa e aromática, rugosa e sem fissuras. Folhas glabras, brilhantes, simples e alternas. Flores andróginas solitárias, com pétalas carnosas amareladas. Frutos sincárpicos carnosos, verde-amarelados, bastante parecidos com os frutos do araticum-verdadeiro.
Ocorre em todo Brasil no litoral leste, em formações de mangues e outras áreas pantanosas (Lorenzi, 2009).
Sua madeira é de baixa qualidade, porém sua casca é utilizada para fabricação de rolhas, boias de pesca e também na fabricação de remos. Seus frutos são consumidos in natura, em forma de sucos, e como se trata de uma planta paludícola, é ideal para arborização de locais pantanosos ou de lençóis freáticos superficiais.


Nome popular: araticum-do-brejo, araticum-do-mangue, araticum-da-praia
Nome científico: Annona glabra L.
Família: Annonaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

O araticum-verdadeiro

Árvore típica de floresta costeira de restinga, medindo em média de 6-20m, com copa quase piramidal, tronco de 30-40cm de diâmetro, de casca fibrosa, com folhas coriáceas, flores solitárias amareladas, trímeras, com pétalas carnosas livres, fruto sincarpo, alimentício, doce e saboroso.
Ocorre de Pernambuco ao Espírito Santo, em solos arenosos em locais de brejo (Lorenzi, 2009).
Como se trata de um vegetal seletivo higrófito é ideal para áreas alagadas baixas, com solo arenoso. Sua madeira é de qualidade inferior, porém seus frutos atraem a fauna da região.

Nome popular: araticum-verdadeiro, araticum, araticum-liso
Nome científico: Annona salzmannii A.DC.
Família: Annonaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

A biriba

Árvore compacta, com copa densa piramidal, altura de 4-18m e tronco de 40-60cm de diâmetro com casca grossa e fissurada, folhas alternas glabras, com flores amarelas e brancas bastante perfumadas, fruto do tipo pixídio com arilo desenvolvido.
Planta bastante ornamental, produzindo excelente sombra, com sementes (castanhas) comestíveis, indicada para paisagismo e arborização urbana.
Na região litorânea de restinga, a biriba pode reduzir seu porte para até 3m de altura e apesar de seletiva xerófita pode ser utilizada na região (Lorenzi, 2002).

Nome popular: biriba, imbiriba, biriba-preta
Nome científico: Eschweilera ovata Miers
Família: Lecythidaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

A cocoloba-rosa

Árvore de grande porte, medindo de 10-18m de altura, com copa alongada e densa, tronco cilíndrico de 30-40cm de diâmetro, com casca grossa e suberosa. Folha coriácea com pecíolo denso, flores em espiga na cor rosa. Fruto baga drupacea globosa, de polpa suculenta (Lorenzi, 2009).
Ocorre no nordeste brasileiro, do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, na restinga e na mata atlântica.
Planta perenifólia seletiva xerófita e apesar de vegetar com maior sucesso em áreas bem drenadas e altas, pode ser uma alternativa válida para Aracaju/SE.
Além dessas qualidades, segundo Mariano K. (2006), a taipoca é citada por Souza (2003), como planta com presença de micorrizas, fungos importantes para a ciclagem de nutrientes do solo em suas raízes, mais um motivo para a sua preservação no meio urbano.

Nome popular: cocoloba-rosa, taipoca, cabaçu, cauaçu
Nome científico: Coccoloba rosea Meisn.
Família: Polygonaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

A amescla-da-praia

Pequena árvore de restinga arbórea, com 3-5 m de altura, com tronco de 20-30 cm de diâmetro, presente nos Estados da Bahia até Pernambuco.  
Apresenta copa simples e exala um cheiro agradável de suas folhas, simples e glabras. Inflorescência axilar com flores amareladas. Frutos arredondados, tipo cápsula, vermelhos ou de cor vinho, com arilo branco, doce e suculento, muito procurados pelos pássaros, que são responsáveis pela dispersão da espécie (Lorenzi, 1992).
Devido as suas características, esta árvore pode ser utilizada no paisagismo e arborização de ruas com calçadas estreitas.


Nome popular: almecegueira, almecegueira-da-praia
Nome científico: Protium bahianum D.C. Daly
Família: Burseraceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

O bacupari

Pequena árvore de 5-7 m de altura, com tronco de 15-25 m de diâmetro, folhas glabras, de margem inteira, grossa e coriácea, flores pequenas brancas, em cachos, fruto drupa ovalada, seco indeiscente. Ocorre da Amazônia ao Rio Grande do Sul, na mata atlântica e em diversas outras formações (Lorenzi, 2002).
Possui uma copa ornamental e pela sua resistência e capacidade de vegetar em solos arenosos e encharcados, por ser seletiva higrófila, tem amplas condições de utilização no paisagismo e arborização. Seus frutos são comestíveis e por isso cultivado em pomares domésticos.


Nome popular: bacupari, mangostão-amarelo, bacuri-mirim
Nome científico: Rheedia gardneriana
Família: Cluziaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo

O cajueiro

Árvore de médio porte, podendo atingir de 5-10 m de altura, com tronco de 25-40 m de diâmetro   torto, resinífero, folhas glabras, de margem inteira, grossa e coriácea, flores vináceas, em panículas terminais, fruto aquênio reniforme, seco indeiscente conhecido por castanha de caju, enquanto a parte comestível in natura é seu pedúnculo floral por isso chamado de pseudofruto ou pseudocarpo. Ocorre  em campos e dunas, principalmente  nas regiões  norte e nordeste do Brasil (Lorenzi, 2002).
Quando a umidade relativa ultrapassa 85%, no período de floração e frutificação, aumenta a possibilidade de aparecimento de doenças fúngicas, entre as quais a antracnose, o oídio e o mofo-preto.
Como existem muitas variedades com diferentes portes o cajueiro pode ser plantado em locais diversos a depender do espaço disponível.
Possui uma copa ornamental e pela sua resistência e capacidade de vegetar em solos arenosos e encharcados, por ser de restinga e seletiva heliófita, é uma árvore que já vem sendo plantada na cidade, com amplas condições de utilização no paisagismo e arborização. O cajueiro é a Árvore Símbolo de Aracaju, mais um motivo para sua utilização em locais adequados.
Além da espécie A. occidentale L., no cerrado vegetam: o cajuí, conhecido também por cajuzinho-do-cerrado (A. humile Mart.), um arbusto com até 0,80cm de porte; o (A. pumilum Walp.), que vegeta nos campos cerrados de murunduns e (A. othonianum Rizzini), este de porte arbóreo e com folhas ovais de base aguda e ápice rotundo.

Nome popular: cajueiro, acaju, caju-da-praia, caju-banana.
Nome científico: Anacardium occidentale L.
Família: Anacardiaceae

Por: Antonino Campos de Lima - Eng° Agrônomo